12 erros comuns das mães de primeira viagem

12 erros comuns das mães de primeira viagem

A grande preocupação é a de que todas as leituras, conversas com o médico e a família não sejam suficientes e que, nos momentos a sós com o bebê, cometa-se algum erro que prejudique a criança.

O mais importante, no entanto, é lembrar de que a maternidade é uma experiência de aprendizado constante.

“Ter filho exige calma para entender cada momento do bebê. Exige ainda que sejamos tranquilos para não criar situações de estresse desnecessárias, sofrimentos que, às vezes, não precisariam existir”, pondera Marcelo Pavese Porto, vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

De acordo com Porto, não se deve ter medo do recém-nascido. “Ele não fala, mas se comunica muito bem, desde que a gente aprenda a entender essa comunicação. O bebê precisa de apoio, pois é quase indefeso, mas não desmonta com um assopro. Em suma, o que o filho mais precisa é de amor, de carinho e uma boa dose de bom senso dos pais”, diz o especialista.

  1. Duvidar da própria intuição e do instinto materno: “A mãe, por natureza, é superprotetora e envolvida com os cuidados do bebê. Seus sentidos ficam mais apurados; seu sono, mais leve, e seu corpo, mais resistente ao cansaço e as dores. Por isso, mesmo sendo uma mãe de primeira viagem, ela saberá lidar com as mais diversas situações para cuidar do bebê. Muitas vezes a criança não consegue expressar suas necessidades e a intuição materna é vital para sua sobrevivência. Confie nos seus instintos. Seu filho também estará confiando”, frisa Antonio Paulo Stockler, ginecologista e obstetra do Hospital Universitário Antônio Pedro e especialista pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
  2. Excluir o pai da rotina do bebê: “O papel do pai é fundamental desde o início da gravidez. O bebê já aprende a identificar a voz dele ainda na barriga da mãe. É lógico que o papel da mãe no início é mais preponderante, mas o pai precisa estar envolvido, participar de todas as tarefas, trocar fraldas, consolar, fazer carinho, amar. Um filho é uma construção familiar – e não parte somente de um”, aconselha Marcelo Pavese Porto.
  3. Não se cuidar e colocar o bebê como única prioridade: “A maternidade é uma experiência avassaladora que, muitas vezes, domina completamente o cotidiano feminino com todas as atribuições e necessidades vitais e afetivas do bebê. Um ponto fundamental é que o bebê precisa de uma mãe saudável, bem disposta e atenta para que possa se desenvolver plenamente. Por isso, descuidar de si mesma é descuidar da saúde da criança. É importante a mamãe realizar exercícios físicos que ajudarão no retorno ao peso de antes da gravidez, vão estimular a liberação de endorfinas (diminuindo a sensação de cansaço e elevando a autoestima) e facilitarão a produção de leite. A nova mamãe deve também manter alimentação balanceada, de forma que possa suprir todas as necessidades de seu filho através do aleitamento”, alerta Antonio Paulo Stockler. Não há nada de errado na mamãe deixar o bebê com o pai, ou alguem de confiança para ir fazer as unhas, arrumar o cabelo, se depilar ou até ir dar uma volta no shopping com uma amiga, ela conseguirá se desligar da rotina um pouco e voltará fortalecida para a maternidade.

4. Isolar-se em casa nos primeiros meses do bebê: é claro que a vida muda, os locais serão diferentes, mas não há nada de errado em ir na casa dos parentes mais próximos, ou sair em locais ais arejados com o bebê. Além dele ir ganhando imunidade, ele também vai se acostumando com vozes e locais diferentes que apenas o seu e a sua casa.

 5. Querer impor disciplina em excesso nos horários do bebê: Sou a maior defensora da criança ter uma rotina estabelecida. Rotina do sono, dormir cedo, tudo isso gera segurança a criança e maior facilidade para comer e dormir, porém nos primeiros 03 meses, é impossível impor horários, o bebê segue seu próprio ritmo: mama conforme necessita, acorda e dorme quando precisa e não tem, sequer do ponto de vista hormonal e de desenvolvimento neuropsicomotor, a capacidade de aprender e seguir horários. Por outro lado, isso não significa que deve ser atendido no primeiro choro, pois ele também precisa criar a capacidade de se reorganizar e retomar o sono sozinho. Claro que vale o bom senso. Se ele está chorando bastante, é porque precisa de algo e deve ser atendido.

6. Alimentar-se mal durante a amamentação: “Para produzir uma quantidade de leite suficiente para o bebê, a mãe deve comer um pouco a mais (cerca de 300 calorias) do que o habitual e ingerir água suficiente para saciar sua sede. É fundamental que tome líquidos, alimente-se de forma saudável e descanse sempre que possível”, aconselha Cláudia Hallal, pediatra nutróloga, membro da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

7. Não coordenar os horários de sono com os do bebê: Uma coisa muito sábia a se fazer é, desencane da casa ou qualquer outra coisa que não seja dormir enquanto o bebê dorme, no inicio você até pode dar conta, porém logo estará exausta, porque por mais que seu filho durma bastante, normalmente é picado e com isso você nunca consegue ter uma longa noite de sono o que não nos permite desligar, além da nova preocupação em excesso que temos com o neném. Por isso, aproveite ao máximo quando puder dormir.

8. Achar que todo choro é fome: “O bebê chora como uma forma de se comunicar, o que não necessariamente se relaciona à fome. Bebê sente calor; às vezes, sede ou desconforto por estar com as fraldas sujas. O choro por cólica é um tipo mais característico, intenso, repetitivo, com duração mais longa, difícil de consolar e, em geral, em horários específicos. Outra situação é simplesmente querer atenção, carinho ou colo. O importante é a família manter a calma e tentar com tranquilidade identificar o motivo do choro, sem se apavorar. Com o passar do tempo e sem atropelos, os pais saberão entender e tranquilizar seu filho”, garante Marcelo.

09. Desistir rápido da papinha ou outro alimento: Respeitando os períodos do bebê insira o máximo de alimentos saudáveis que puder, e se possível, evite ao máximo os que não forem, apenas assim seu filho vai desenvolver um paladar amplo e quando puder escolher o que comer irá optar por algo que já esta em seu cardápio, se comer uma série de besteiras com toda a certeza irá sempre optar por elas.

10. Fazer comparações com outros bebês da família: “Esse é um erro comum, pois as mães de primeira viagem, por não terem tanta experiência com os cuidados com bebê, acabam comparando-o com outros. Isso pode até gerar angústia na mãe e desgaste na relação com os membros da família. O que as mães precisam saber é que cada bebê tem um desenvolvimento e personalidade que lhe é peculiar”, afirma Cynthia Boscovich, psicóloga e psicanalista.

11. Não ouvir os conselhos de outras mães: Claro que nem tudo nos convém, porém ouvir o que as outras mães já passaram pode agregar em sua experiência e assim você pode selecionar o que lhe serve e o que não descartar.

Maternidade

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12. Manter o bebê todo agasalhado mesmo no calor: “Devemos lembrar que, embora sinta um pouco mais de frio que uma criança maior, o bebê sente calor e não pode ser vestido com exagero. As mãos mais frias são uma característica própria do bebê novinho e não significam que esteja com frio. Podemos verificar no peito do bebê se ele está quentinho ou não. A mãe deve observar se ele está suado, que é um sinal evidente que está vestido em excesso. A criança deve poder se mexer. Um bebê vestido ou coberto em excesso pode ficar muito irritado ou até ter complicações mais graves, como febre e desidratação”, explica Marcelo.

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