Disciplina positiva: Maneira alternativa para a educação infantil

Disciplina positiva: Maneira alternativa para a educação infantil

Você já parou para refletir como proporciona a educação infantil dentro de casa? Você consegue que seus filhos te obedeçam pelo amor ou pela dor? Muitos pais e educadores acreditam que a punição negativa é o único meio de ganhar a obediência e o respeito das crianças, até porque na maioria das vezes foi a única forma de educação que recebeu, mas será que esse é o caminho mais fácil?

Disciplina positiva

A disciplina positiva é um método de educação que não é considerado nem permissividade nem autoritarismo, mas uma maneira equilibrada de lidar com esse tema, sempre priorizando técnicas alternativas focando a gentileza e o afeto.

Ela requer dos adultos firmeza, afeto e empatia, direcionando a forma de criar, dar limites e dialogar movida ao estabelecimento de laços de amor, confiança e conexão.

Esta técnica leva em consideração que as crianças mesmo que pequenas, merecem dignidade e respeito assim como qualquer outro ser individual, repensando em cada ato nosso a ponderação sobre suas reais necessidades.

Seguem algumas dicas para iniciar esta prática e repensar a maneira de educação que você tem praticado:

  1. Respeito

Há respeito na relação? Você leva em consideração a criança e o que ela quer? Entenda que isso não quer dizer que você vai concordar com o que ela quer o tempo todo. Você não vai dar bolo de chocolate e doces só porque ela quer muito isso nas refeições, porém o importante é compreender que existe uma razão interessante para ela querer isso, afinal quem não gostaria? E que você pode explicar a ela dentro de seu entendimento que isso não será possível, mas que se ela comer a semana toda direito, em algum momento poderá comer um pedaço de bolo ou outro doce que ela escolher.

  1. Aceitação e importância

Todo ser racional luta por ser aceito e se sentir importante, você deixa claro a criança que independente de falar não para ela, você a ama como ela é? Lembre-se que a criança vai buscar atenção de qualquer forma, e se você não a der nos momentos de amor e carinho, ela vai buscar outras maneiras de chamar a sua atenção, normalmente desobedecendo e fazendo birras.

  1. Efetividade a longo prazo

De nada adianta a criança ser comportada na frente da autoridade, mas só por medo e não por respeito, até porque vão existir muitos momentos que ela vai se encontrar sozinha e se ela não compreender profundamente o motivo dela não poder fazer determinada ação, neste momento ela tenderá a se sentir livre e não saber lidar com a autonomia da decisão.

  1. Alternativas

Existem algumas questões que são inegociáveis, como os cuidados básicos de uma criança, alimentação saudável, horário de dormir, dentre outras tantas coisas, porém será que dentro dessas situações não há algo que você possa dar autonomia para que seu filho se sinta responsável e consiga haver um acordo de paz? Vamos a um exemplo, ele precisa tomar banho, mas pode ser que o horário que você solicite a ele para ir, ele esteja no meio do desenho preferido, assim você pode colocar que ele precisa tomar banho (situação inegociável), mas que ele pode escolher se quer ir antes ou depois do desenho.

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Na prática, a ideia é trocar os momentos de aborrecimentos baseado nas punições para ferramentas que tenham o mesmo resultado e que nos conectam e que convidam os nossos filhos à cooperação. Em outras palavras, deixamos castigos, punições e chantagens para trás e começamos a usar o diálogo, os acordos e a rotina a nosso favor.

“Eu costumo dizer que a disciplina positiva é mais sobre nós do que sobre os nossos filhos, justamente porque nós precisamos, primeiro, desconstruir em nós esse modelo de autoridade. Precisamos entender que uma relação de parceria é o nos vai trazer uma conexão mais profunda com os nossos filhos, e através dessa conexão, teremos mais cooperação deles no dia-a-dia” por Thiago Queiroz é autor do blog “Paizinho, Vírgula”, líder do grupo de apoio para criação com apego API Rio, e educador parental especializado em disciplina positiva..

Por: Audrey Faria – Criadora do blog: Psifitmamy, Psicóloga, Coaching e mãe.

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