Sinais de alerta do comportamento suicida

Sinais de alerta do comportamento suicida

De assunto mantido entre quatro paredes a tema de série na internet, o suicídio cresce de modo lento, mas constante no Brasil: dados ainda inéditos mostram que, em 12 anos, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 – um aumento de quase 10%.

Um olhar atento diante de uma série histórica mais longa de dados permite ver que o fenômeno não é recente nem isolado em relação ao que acontece com a população brasileira. Em 1980, a taxa de suicídios na faixa etária de 15 a 29 anos era de 4,4 por 100 mil habitantes; chegou a 4,1 em 1990 e a 4,5 em 2000. Assim, entre 1980 a 2014, houve um crescimento de 27,2%.

Muitas vezes a pessoa vem dando alertas em suas ações e seu comportamento que as vezes aos olhos de quem não entende do assunto, passa desapercebido, mas com o conhecimento do assunto poderia salvar muitas vidas.

Veja alguns sinais:

  1. Falar de morte constantemente: é muito comum essa característica nos suicidas, frases como: “gostaria de não ter nascido”, “Preferia estar morto”, são sinais de alerta mesmo que não possuam o quero me matar explícito;
  2. Sem esperança do futuro: Normalmente o suicida tende a não ter perspectivas frente aos próximos anos, não planeja, não sabe muito bem o que deseja, e tudo o que já pensou em dia tende a achar que é incapaz de realizar;
  3. Aversão a si: A auto estima é muito baixa, e a tendência é a odiar tudo o que possui, tanto físico quanto emocionalmente, tendo dificuldades em ter qualquer ação que faça bem para si;
  4. Despedidas: Momentos de reflexão frente as pessoas mais próximas com sentido em falar coisas que normalmente não teria coragem, como uma despedida;
  5. Afastamento: A pessoa normalmente oscila entre momentos mais carentes e outros mais afastados, mas a tendência é que vá se afastando das pessoas mais próximas até praticamente se fechar em si;
  6. Comportamento auto destrutivo: Uso de substâncias destrutivas (álcool, drogas, medicamentos fortes, etc) em excesso, ou comportamentos arriscados como andar em alta velocidade com o carro, visitar lugares expostos a perigos, etc;
  7. Estado repentino de calma: Após o período atribulado seguido de um período de calma e felicidade, pode não ser sinal de melhoria, mas sim de uma decisão pelo suicídio, cuidado!

E se eu identificar esses sintomas em alguém próximo, como devo me comportar?

  • Esteja disponível. Deixe sempre claro que você está à disposição para a pessoa, caso ela queira conversar ou ter seus cuidados;
  • Não a repreenda. Mesmo que o comportamento pessimista e negativo pareça demasiado a você, tenha respeito pelos sentimentos do outro, escute e permita que a pessoa seja verdadeira com o que está sentindo sem se sentir julgada;
  • Sugestione a busca por um profissional. Mesmo que você faça sua parte, buscar um profissional especializado é sempre importante, pois assim ele vai saber como pode ajudar de maneira mais técnica;
  • Procure um profissional. Se você for próximo a pessoa, busque também um profissional da área para que possa receber orientações e assim também poder ajudar mais ainda.
  • Caso perceba os sinais, mas a pessoa não falou claramente a você sobre o suicídio, não hesite em perguntar se ela tem pensado ou já pensou sobre.

Esteja atento aos sinais, pois você pode fazer a diferença na vida de alguém, ainda mais alguém em quem você ama!

Autor: Audrey Faria – Psicóloga

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